D. PEDRO I – Primeiro Imperador do Brasil
| D. Pedro I |
D. PEDRO I (PEDRO DE ALCÂNTARA FRANCISCO ANTÔNIO JOÃO CARLOS XAVIER DE PAULA MIGUEL RAFAEL JOAQUIM JOSÉ GONZAGA PASCOAL CIPRIANO SERAFIM DE BRAGANÇA E BOURBON)Nascimento: 12/10/1798, Palácio da Real Quinta de Queluz, Lisboa, Portugal
Filiação: João VI e Carlota Joaquina
Casamento: Maria Leopoldina da Áustria (29/11/1816 a 11/12/1826, sua morte): filhos Maria da Glória, Pedro II, Francisco, Januária, Paula Mariana, Miguel e João Carlos; Amélia de Leuchtenberg (02/08/1829 a 26/01/1876, sua morte): filha Maria Amélia de Bragança; tem um relacionamento conflituoso com Domitila de Castro (1822 a 1829)
Falecimento: 24/09/1834, Palácio da Real Quinta de Queluz, Lisboa, Portugal -
Causa: Tuberculose -
Imperador; chega ao Rio de Janeiro (1808) com a Família Real; primeiro Imperador do Brasil (12/10/1822 a 07/04/1831) e Rei de Portugal (10/03/1826 a 28/05/1826); proclama a Independência com o Grito do Ipiranga (07/09/1822); abdica do trono em favor de seu filho D. Pedro II (1830); invade Portugal (1832), derrota seu irmão D. Miguel e restaura o Absolutismo. saiba mais: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_I_do_Brasil
LEGADO DE D. PEDRO I
D. Pedro I é visto atualmente pelos brasileiros como um déspota arbitrário e absolutista que estava mais preocupado com as diversas amantes do que com o Brasil. Esta visão é fruto da propaganda realizada primeiramente pelos liberais federalistas contra o monarca e seguida mais tarde pelos republicanos para desacreditarem o período monárquico brasileiro. Tal quadro viria a se modificar somente na década de 1950, quando o historiador Otávio Tarqüínio de Souza lançou em 1952 a obra biográfica “A vida de D. Pedro I“. Sobre a visão histórica a respeito do primeiro Imperador brasileiro Oliveira Lima afirmou que:
“Foi até moda, que só passou com a República, difamar D. Pedro I e zombar o mais possível do bom Rei D. João VI, a quem o Brasil deve sua organização autônoma, suas melhores fundações de cultura e até seus devaneios de grandeza”. […] “De D. Pedro I mil coisas se inventaram, entre elas uma deslealdade tão consumada que só parecia roubada aos tiranetes [pequenos tiranos] da Itália da Renascença”.
No entanto, ao abdicar em 1831, o Brasil que D. Pedro deixou era a maior potência latino-americana. O Exército, com cerca de 24 mil homens, era tão bem equipado e preparado quanto os seus equivalentes europeus, apesar da diferença numérica. A Marinha detinha mais de oitenta modernos navios de guerra. As demais nações republicanas da América Latina sofriam com intermináveis guerras civis, golpes de Estado, ditaduras, desmembramentos territoriais e caudilhos disputando o poder pelas forças das armas. O Brasil recebeu os seus primeiros investimentos em indústria, tendo o Estado criado incentivos governamentais em 1826.
Havia plena liberdade de imprensa, respeito às garantias individuais e as eleições ocorriam periodicamente sem interrupções. A Constituição promulgada em 1824 sofreu uma única grande modificação em 1834 e perdurou por todo o Império e ao ser extinta em 1889, era a terceira mais antiga ainda em vigor no mundo. Após a revolta da Confederação do Equador em 1824 e apesar das disputas entre as facções políticas, pelos próximos sete anos de reinado de D. Pedro I houve paz interna. Armitage afirmou que apesar “de todos os erros do Imperador, o Brasil durante os dez anos de sua administração fez certamente mais progressos em inteligência[desenvolvimento] do que nos três séculos decorridos do seu descobrimento à proclamação da Constituição portuguesa de 1820″.
Contudo, o maior legado de D. Pedro I foi ter garantido a integridade territorial de um Império de proporções continentais, permitindo aos habitantes de regiões longínquas do norte na nascente do rio Ailã em Roraima, ao sul no arroio Chuí no Rio Grande do Sul, ao leste em Ponta do Seixas na Paraíba e a oeste na nascente do rio Moa no Acre considerarem-se hoje pertencentes a uma única nacionalidade: a brasileira. (fonte:
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